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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

DEZEMBRO, 25

A passagem está reservada
a viagem marcada
e a família te esperando

Os parentes vão se reunindo
as crianças chegando agitadas
e seus tios contando causos deste ano

Pratos prontos à mesa
todos em volta reunidos
para mais uma noite juntos

Não há qualquer atrito
e é quando você vê um sorriso
e a alegria de um ancião

Singelos momentos que
a vida dá de presente e que
merecem recordação e zelo

O Natal é tudo aquilo que
se vê na TV, mas é muito mais
aquilo que a gente faz acontecer.

Feliz Natal!


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Esse poema foi parar na news de natal da
agência de um grande amigo meu. Confiram!

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domingo, 12 de dezembro de 2010

QUE NATAL É ESSE?

A gente já não quer mais as tradições enlatadas
ou os bons costumes das revistas semanais
e nem ficar mais esperando as promoções de fim de ano.

O que a gente quer não está no saco do Papai Noel,
ou nas páginas dos catálogos de compra em newsletters
e nem as lorotas das histórinhas de um especial da Globo.

Se o que a gente quer tem nome, seria algo como verdade,
seria algo como vontade de ganhar de presente a sinceridade
e não ficar procurando em lojas o branco da paz de vez em quando.

O Natal que a gente quer não é de inverno americano,
ou o cartão comprado na banca com mensagem pronta
e nem a frágil imagem do bom velinho de gorro estampada na capa.

O presente desse final de ano é um pouco de solidariedade,
nem que seja pra limpar a nossa barra e fazer bonito, indo
lá buscar uma cartinha e realizar o sonho de uma criança.

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Veja o link no site dos Correios. Ainda dá tempo.
Se não der, pense em outra maneira de fazer algo de bom
de verdade nesse final de ano.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

CIDADES

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sinto falta do rio, mesmo não sendo carioca
conhecendo um pouco do leme, ipanema e orla,
de um jeito que já no pouso eu me vi em casa

vim de uma pequena cidade que muita gente insiste
em chamar de antônia, mas pra não explicar
a história toda hora, digo que vim de umuarama

morei em londrina durante um ano, tempo
suficiente para me conhecer em dez anos e
para conhecer amigos para toda uma vida

as vezes, acho que não pertenço a curitiba,
mas é que sinto falta de uma cidade que ainda
não conheço, que me consome pelo meio,
de onde venho absorvendo metades conforme evoluo

até tempos atrás me achava nômade, mas na verdade
eu era um andarilho perdido nas minhas próprias
conquistas em direção ao melhor caminho

não digo que nunca me tornaria paulista, que falaria
francês fluente vivendo em paris ou em qualquer
outra cidade que senti, antes, ou ainda por vir.

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

COLAGENS

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recorto palavras do meu pensamento,
um sentido binário que vou combinando
só pra driblar o vazio da próxima frase.

escondo de mim o final,
mesmo que o meio ou qualquer outra parte
não tenham uma rima se quer.

e não tem, por isso escrevo,
apenas para parafrasear
meu sentimento.


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domingo, 7 de novembro de 2010

NOITE SUJA

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gosto da "sujeira" da noite
da realidade que ela esconde
e de quem acha que nela
é possível desaparecer

nunca gostei da transparência
nem nunca quis ser assim
talvez seja esse o encanto
de com a noite não me preocupar

sumir ou desaparecer na escuridão
é algo que não persigo
pois minha preocupação é
com o que é verdadeiro comigo

a verdade me esclarece e
não há qualquer luz que
não te faça ver isto

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

DUETO

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pra ti eu queria cantar,
saber cantar de verdade
os sonhos do meu coração,
os voos da minha alma
flutuando noturna pela imensidão,
ao som do vento
dos meus finos cabelos
estalando em minha testa.

iria pelo frio tremendo,
cantar no teu ouvido
sem que o longe me
fizesse esquecer a letra
ou o refrão que eu acabei
de escrever pensando em você.

levaria comigo as batidas
no meu peito e os outros
instrumentos de sopro que
estão afinados e afiados
esperando por ti, pela
nossa música cantada em
dueto no calor daqui de casa.



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sábado, 2 de janeiro de 2010

PRIMEIRO DIA

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começou de novo mais um ano,
hoje já é um dia a menos no calendário
e os feriados e folgas se tornam
desculpas para reencontros.
hoje o tempo pareceu mais longo,
ele não queria passar. levou consigo
anos e anos em uma enxurrada de
lágrimas, deixou dúvidas e incertezas
no lugar, alias, uma delas não era,
era certeza de que nunca mais os
primeiros dias seriam os mesmos,
nem depois de 365 outros.
mas da mesma forma que clareia
o sol e escurece a noite, mais uma manhã
está por vir. e como uma mãe que a
vida é, num dia ela bate, no outro te abraça
até que assim vai, mostrando como
é que tem que ser, como é que será
e o que ela espera que seja.
ai de quem não ouve o que a vida diz.
anos inteiros a fio, ela passa ao seu lado
e você agradece, só agradece por vivê-la,
mesmo quando tudo muda.

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