Deixo passar o passado, passando pesado anos a fio. Como água, como ponte quebrada pra quem encontra outro caminho. Umas horas sinto falta, outras vezes impossível lembrar o que sinto. Muito, sinto muito ter vivido tudo isso. Intenso, usado momento promíscuo. Nem era, era bem vivido. Escorria o tempo jovem entre meus dedos, mas nada restou. Pouco ficou depois de você, tudo mais reinventei.
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quarta-feira, 26 de março de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
TOMADA
A gente não corta, não edita, deixa rolar a película, sem roteiro, sem direção. Atua, interpreta, repassa a cena, ela jamais é igual. Muda, silenciosa, cheia de efeitos, de fãs. Duas horas de cinema, mil anos em uma sala escura de projeção. Não demora, jamais se interrompe em continuidade, sem fim. Enredo que se conta em dramas, suspenses, comédias e ficções. Ninguém sabe o final, mas todos choram no fim. No fim, sobem os créditos e lá estão só os nomes mais importantes. Tomada, cena 1, voltamos ao começo, o filme nunca acaba, a vida nunca tem fim.
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