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sexta-feira, 2 de abril de 2010

#02: AGORA

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Prefiro pensar em dois tempos,
um ontem, o outro hoje e,
de tal modo repetitivo,
enquanto o passado se torna futuro
a partir de um instante presente.

Existem apenas as marcas
velhas e as marcas que acabamos
de deixar, ainda frescas, na roupa,
no corpo, no pensamento.

No entando, no tempo simples
ontem e hoje, as histórias de antigamente
saídas da boca numa roda de amigos,
vão formando outras, outros novos
momentos para lembrar enquanto
delas eu vou falando.

Seja lá onde eu esteja, seja
lá onde eu deva estar, uma
memória viva, velha ou valendo,
não tem lugar onde parar.


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

AMIGOS DE ONDE?

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As vezes paro e me pego lembrando
de algumas pessoas com quem já convivi,
hoje longe, distantes de mim, não no passado
ao qual de fato pertencem, mas na falta e na
saudade que me fazem sentir.

Se existe mais alguma coisa pra ser dita sobre isso
é que, mesmo demorando pra tê-la escrito,
meus amigos são meus vocabulário, uma
biblioteca inteira de histórias de todo o tipo.

Não que todas sejam só alegrias, mas são verdadeiras
e são nessas páginas da memória que folheio
a minha vida. Bem-vindas novas apostas,
pessoas escondidas em lugares indefinidos.

O que sou e mostro tem a ver com todos esses
amigos meus, todos do jeito que foram comigo,
e o quanto consigo lembram de mim. Assim,
vamos meio que perdidos nos reencontrando
sem que muito nos falemos, estamos sempre
nos vendo, sempre tentando se rever.

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domingo, 16 de agosto de 2009

MÚSICAS

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é comum
esquecer das músicas
que gosto tanto,
como se delas
quisesse esquecer
o quanto já gostei.

passado que se perde
na memória,
assim mesmo como
tantas outras histórias.

lembrei disso cantando
mentiras durante
o banho.

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quarta-feira, 3 de junho de 2009

PRETÉRITO

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escrevo constantemente
relaxado num papel usado
passando por cima
de regras que desconheço

acontece que desde cedo
escrevia com certo receio
o que passava pela cabeça
das causas até os ensejos

é pretérito imperfeito
meu verbo, minha escrita
meu poema, minha vida
até me calo, anoto
mas me faço ouvido.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

PRESENTE

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O passado
É como um braço queimado
Derretido até o dedo

Ao dado lançado
Com certo peso
Cai quadrado
Sem a força do cotovelo

Às apostas
Marcam respostas
Que a vida própria
Esquece de dar.

O presente.


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