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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

IMAGEM

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A cada manhã
vejo no espelho
um rosto desconhecido
que acorda envelhecido,
sobre a vaidade
cronologicamente póstuma.
Pedaços disfarçados
num rebuscado penteado que se desfaz,
sistemicamente em queda.
Preza-se o pó, a água e o sabão
na limpeza da carne lisa e brilhosa.
Resseca no frio,
queima ao sol,
mancha
e escurece abaixo dos olhos.
Há dedicação, custo e colateralidade,
mas no espelho,
vê-se a mesma imagem.

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5 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Lôrá disse...

amo muito tudo isso
meu orgulho

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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