.
noite fria
neblina vermelha
no céu de Curitiba
se quer me ilumina
com certeza não
quando passam
as núvens lentas
das raras tormentas,
surge a lua
nova,
na janela de casa
parece presente
embrulhado
com o amanhã.
.
Mostrando postagens com marcador poetry. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poetry. Mostrar todas as postagens
domingo, 12 de julho de 2009
ALERTA
.
eu daria tiros para o alto
balançaria as árvores
até cair a última folha (seca)
estremeceria a terra
as casas, os prédios
rabiscaria tudo por aí
aqui, ali também seria
atingido por mim
se pudesse, a sepudesse
chamar atenção
faria tudo isso pra nada
e pra tudo o que importa
conseguiria ser ouvido
antes que tudo desmorone
tarde demais.
.
terça-feira, 7 de julho de 2009
PENSAMENTO
.
como um flash que se apaga
mas que aparece no mesmo instante
é meu pensamento perdido
amigo bandido que carrego afoito
escurece na raiva
ilumina à solução
pensamento que viaja
junto de milhares de vãos
brechas esquecidas e
espaços inteiros vazios
e grudam, e enchem
e jamais serão os mesmos
e eu mesmo não serei mais
igual ao que eu fui antes
de pensar o que estou pensando.
.
como um flash que se apaga
mas que aparece no mesmo instante
é meu pensamento perdido
amigo bandido que carrego afoito
escurece na raiva
ilumina à solução
pensamento que viaja
junto de milhares de vãos
brechas esquecidas e
espaços inteiros vazios
e grudam, e enchem
e jamais serão os mesmos
e eu mesmo não serei mais
igual ao que eu fui antes
de pensar o que estou pensando.
.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O PRATO
.
é o alecrim o tempero
nesse prato com meu cheiro,
alho na ponta dos dedos
fritando em azeite.
sabor apurado
muito acentuado calor,
é a pimenta vermelha
triste na língua senhor?
gotas de limão
fatias de salmão
vinho na taça
pra te entorpecer
a boca.
.
é o alecrim o tempero
nesse prato com meu cheiro,
alho na ponta dos dedos
fritando em azeite.
sabor apurado
muito acentuado calor,
é a pimenta vermelha
triste na língua senhor?
gotas de limão
fatias de salmão
vinho na taça
pra te entorpecer
a boca.
.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
CASA
.
volto todos os dias
para o mesmo lugar
subo escadarias
tranco todas as portas
e passo sozinho
sem ninguém me notar
quando abro
sinto o vazio me espreitando
o silêncio me esperando
até a janela abrir
some o pó
levanta o cheiro
das tarefas por fazer
é mais um dia
numa casa que não
conheço
onde não moro
não é onde habito
falo de outro lugar
que só eu sei
onde fica
.
volto todos os dias
para o mesmo lugar
subo escadarias
tranco todas as portas
e passo sozinho
sem ninguém me notar
quando abro
sinto o vazio me espreitando
o silêncio me esperando
até a janela abrir
some o pó
levanta o cheiro
das tarefas por fazer
é mais um dia
numa casa que não
conheço
onde não moro
não é onde habito
falo de outro lugar
que só eu sei
onde fica
.
terça-feira, 9 de junho de 2009
COPO
.
seguro um copo
com as últimas pedras de gelo
suado, tens marcado
a ponta dos meus dedos
acabou o álcool que me aquecia
e frio, descasco meu sentimento
é assim quando seguro
entalado o que penso
é desse jeito que
brindo todo esse tormento
.
seguro um copo
com as últimas pedras de gelo
suado, tens marcado
a ponta dos meus dedos
acabou o álcool que me aquecia
e frio, descasco meu sentimento
é assim quando seguro
entalado o que penso
é desse jeito que
brindo todo esse tormento
.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
VIDEO TAPE
.
escrevo um roteiro sobre minha vida
nele, cada cena é um drama disfarçado
sorrio acanhado enquanto me desvendo
nas linhas que sucedem,
finjo saber o que acontece
e descanço até que me esqueço,
do texto, do meu pretexto,
do contexto
despido de tudo,
ouço um barulho
à porta está alguém,
sempre tem alguém
que incomoda,
na subjetiva meu arbítrio
onde termino cada recomeço
é o pretexto
o meu texto.
sei qual é o fim,
um rumo escrito
numa árvore no inverno
sem sol, mas com a luz da manhã
até o brilho da luz nua
no meu filme secreto.
o sol,
a lua,
o sol,
a lua...
onde mais assisto a tudo isso,
fica entre as quatro paredes verdes,
ao meio tom de luz onde assim,
o que me seduz parece,
só parece se esconder.
apenas um videotape
nada de película
a camada fina está esburacada,
mas fico feliz com isso.
.
escrevo um roteiro sobre minha vida
nele, cada cena é um drama disfarçado
sorrio acanhado enquanto me desvendo
nas linhas que sucedem,
finjo saber o que acontece
e descanço até que me esqueço,
do texto, do meu pretexto,
do contexto
despido de tudo,
ouço um barulho
à porta está alguém,
sempre tem alguém
que incomoda,
na subjetiva meu arbítrio
onde termino cada recomeço
é o pretexto
o meu texto.
sei qual é o fim,
um rumo escrito
numa árvore no inverno
sem sol, mas com a luz da manhã
até o brilho da luz nua
no meu filme secreto.
o sol,
a lua,
o sol,
a lua...
onde mais assisto a tudo isso,
fica entre as quatro paredes verdes,
ao meio tom de luz onde assim,
o que me seduz parece,
só parece se esconder.
apenas um videotape
nada de película
a camada fina está esburacada,
mas fico feliz com isso.
.
domingo, 7 de junho de 2009
RUIM
.
é ruim
quando pessoas ruins
aportam em nossa vida
tornando ruim nosso
modo de viver
é que desolado
num sonho encantado
quero que real seja
mas real é ruim
acontecer
.
é ruim
quando pessoas ruins
aportam em nossa vida
tornando ruim nosso
modo de viver
é que desolado
num sonho encantado
quero que real seja
mas real é ruim
acontecer
.
LUA
.
se eu te desse a lua que eu falei
brilhante na palma da minha mão
que presente receberia em troca
se o céu inteiro fosse nosso
cheia, em tons lilás
vou voar e buscar
a nossa cor
meu amor, minha estrela
minha lua crescente
.
se eu te desse a lua que eu falei
brilhante na palma da minha mão
que presente receberia em troca
se o céu inteiro fosse nosso
cheia, em tons lilás
vou voar e buscar
a nossa cor
meu amor, minha estrela
minha lua crescente
.
terça-feira, 26 de maio de 2009
CARA METADE
.
Esta carta dedico
A ti meu coração
Sou assim o lado esquerdo
Do meu peito inteiro
Com o outro lado meu.
Medos frente e verso.
Lados paralelos,
Não saberia distinguir
Quem és então.
.
Esta carta dedico
A ti meu coração
Sou assim o lado esquerdo
Do meu peito inteiro
Com o outro lado meu.
Medos frente e verso.
Lados paralelos,
Não saberia distinguir
Quem és então.
.
Assinar:
Postagens (Atom)